Antonio Da Hora e Magno Santos fantasiados de "Cabeçorras" para a Festa de Nossa Senhora D'Ajuda, ao fundo, a cidade de Cachoeira onde acontece a festa. São Félix-BA, novembro de 2011
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Vendedor de Cores
Vendedor de sombreiros na Praça Rio Branco, local mais conhecido como "Marco Zero", Recife-PE, maio de 2011.
As Formas Que o Mundo Tem
Todos os dias, quando saímos de casa, somos brindados por um mundo belo por natureza. Algumas pessoas não conseguem enxergar. Outras até conseguiriam. Mas, fazem questão de sucumbir na própria falta de sensibilidade. Assim sendo, todos os dias um mundo de cores e formas passa, por muitas vezes, despercebido diante dos nossos olhos. Algo que me encanta no mundo é a perfeita sintonia de objetos, sejam eles naturais ou artificiais, com o ambiente que os cercam. Beleza que aumenta quando a simetria do corpo humano entra em contato com esta diversidade de objetos. Aqui, procuro mostrar um pouco da minha percepção em um exercício realizado para a disciplina de Formas de Expressão e Comunicação Artísticas sob orientação da professora Emannuela Leite.
A Óptica de Quem Fica
Cada pessoa vê a morte de um maneira particular. Para alguns a vida é apenas uma passagem e a morte é uma transição. Para outros ela é o fim da linha, o adeus absoluto. Para os crentes é o momento de acertar as contas com aquele que nos criou a sua imagem e semelhança. Para os agnósticos é a hora do descanso do corpo. As crenças e ciências de cada um ditam como o homem deve se preparar para encarar a morte quando ela chegar. Mas, a dor, a saudade e a esperança de reencontrar o ente querido que se foi é sempre muito forte para todo e qualquer ser humano. Essas fotos foram feitas durante um cortejo fúnebre em Cachoeira e num dia de finados do ano passado em Santo Antonio de Jesus. Nelas procurei retratar o olhar vazio. O rosto desesperançoso. A espera pelo reencontro. A fé no criador. Coisas que só uma perda pode ser capaz de revelar.
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